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Intervenções tópicas, baseadas em luz e complementares: qual funciona melhor para tratar a acne e suas complicações?

3 months 1 week ago
Mensagens principais

• Não encontramos evidências suficientes de boa qualidade sobre o peróxido de benzoíla, os antibióticos tópicos e os retinoides tópicos para o tratamento da acne. Descobrimos que as revisões sistemáticas incluídas forneceram apenas uma pequena quantidade de evidência sobre esses medicamentos clinicamente importantes para que pudéssemos resumir.

• Pesquisas futuras devem se concentrar em áreas importantes para pacientes, pesquisadores e tomadores de decisão, como novos medicamentos para tratamento de acne, antibióticos e retinoides tópicos e complicações da acne, incluindo cicatrizes e sofrimento psicológico.

O que é acne e suas complicações?

A acne é uma doença de pele inflamatória comum que ocorre em todas as faixas etárias, mas principalmente em jovens. Pessoas com acne apresentam cravos pretos, brancos ou espinhas. Aparece principalmente no rosto, mas também pode aparecer nas costas e no peito. A principal complicação da acne são cicatrizes de acne duradouras. Outra é o sofrimento psicológico. Algumas pessoas com acne valorizam sua autoimagem e a acne pode afetar seu humor, causando ansiedade, depressão e até suicídio.

O que queríamos descobrir?

Queríamos descobrir se a terapia tópica (um medicamento na forma de creme, espuma, gel, loção ou pomada que é colocado na superfície da pele), a terapia de luz (um método de tratamento que usa cores diferentes de luz para irradiar a área lesionada da pele (danificada)) e a terapia complementar (uma terapia adicional além da medicina convencional, como acupuntura, dieta e fitoterapia) têm efeito na redução da contagem de lesões, na melhora da gravidade da acne avaliada pelo participante e pelo pesquisador, na melhora da qualidade de vida e na redução de eventos adversos (indesejados ou prejudiciais) sérios ou menos sérios.

O que fizemos?

Buscamos revisões sistemáticas que avaliaram intervenções tópicas, baseadas em luz e intervenções complementares para acne e cicatrizes de acne. Resumimos os resultados das revisões sistemáticas e avaliamos nossa confiança na evidência, com base em fatores como os métodos e os tamanhos dos estudos.

O que encontramos?

Esta overview inclui seis revisões sistemáticas, envolvendo 40.910 pessoas com acne, provenientes de 275 estudos, e 1316 pessoas com cicatrizes de acne, provenientes de 37 estudos. A idade dos participantes variou de 10 a 59 anos, com a faixa etária média de 18 a 30 anos. Quatro revisões incluíram estudos originais apenas com participantes do sexo feminino, e três revisões, apenas com participantes do sexo masculino.

Não sabemos se o peróxido de benzoíla, quando comparado com o placebo ou nenhum tratamento, tem efeito na contagem de lesões, na gravidade da acne avaliada pelo participante e pelo pesquisador ou na taxa de eventos adversos menos graves. Para a comparação entre o peróxido de benzoíla e placebo ou nenhum tratamento, não encontramos revisões para responder à nossa pergunta sobre eventos adversos graves ou qualidade de vida.

Não sabemos se o peróxido de benzoíla, quando comparado com o adapaleno (um retinoide tópico: um dos medicamentos mais comuns para o tratamento da acne), tem algum efeito na contagem de lesões e nos eventos adversos menos graves. O peróxido de benzoíla pode ter pouco ou nenhum efeito na gravidade da acne, conforme avaliada pelos participantes (1123 pessoas em quatro estudos) ou pelo pesquisador (1965 pessoas em três estudos), quando comparado com o adapaleno. Para a comparação entre o peróxido de benzoíla e o adapaleno, não encontramos revisões para responder à nossa pergunta sobre eventos adversos graves ou qualidade de vida.

Não está claro se o peróxido de benzoíla, quando comparado à clindamicina (um antibiótico tópico: um medicamento que mata bactérias e fungos, ou impede o crescimento de bactérias), tem algum efeito na contagem de lesões ou na avaliação da gravidade da acne pelo pesquisador. Comparado com a clindamicina, o peróxido de benzoíla pode fazer pouca ou nenhuma diferença na autoavaliação do participante sobre a gravidade da acne (240 pessoas em um estudo) ou na taxa de eventos adversos menos graves (2842 pessoas em cinco estudos). Para a comparação entre o peróxido de benzoíla e a clindamicina, não encontramos revisões para responder à nossa pergunta sobre eventos adversos graves ou qualidade de vida.

Não encontramos revisões para responder à nossa pergunta para as seguintes comparações: antibióticos tópicos versus placebo ou nenhum tratamento, retinoides tópicos versus placebo ou nenhum tratamento, e retinoides tópicos versus antibióticos tópicos.

Quais são as limitações das evidências?

Temos pouca ou nenhuma confiança em nossas descobertas, e os resultados de pesquisas futuras podem alterar os resultados desta visão geral.

Os principais fatores que reduziram nossa confiança nas evidência são as seguintes. Em primeiro lugar, é possível que as pessoas nos estudos soubessem qual tratamento estavam recebendo. Em segundo lugar, nem todos os estudos forneceram dados sobre todos os desfechos de interesse. Em terceiro lugar, não há estudos suficientes para se ter certeza sobre os resultados para os desfechos que estávamos analisando. Por fim, os estudos foram realizados em diferentes tipos de pessoas ou utilizaram diferentes formas de administrar o tratamento.

Até que ponto estas evidências estão atualizadas?

Estas evidências estão atualizadas até dezembro de 2021.

Yuan Y, Wang Y, Xia J, Liu H, Liu JP, Li D, Wang R, Sang H, Cao H

As medidas tomadas pelas escolas para conter a pandemia de COVID-19 foram eficazes?

3 months 2 weeks ago
Mensagens-chave

- De um modo geral, os resultados sugerem que uma série de medidas escolares para reduzir a propagação da COVID-19 pode reduzir a propagação da doença, a utilização de instalações de cuidados de saúde e os dias de frequência escolar que, de outro modo, seriam perdidos devido à quarentena.

- É necessária mais investigação de alta qualidade para ajudar a compreender como é que as escolas podem ser mantidas abertas em segurança durante eventuais pandemias futuras.

Que tipo de medidas tomaram as escolas durante a pandemia de COVID-19?

Durante a pandemia de COVID-19, muitas sociedades introduziram medidas especiais nas escolas para reduzir a propagação da COVID-19 e manter os alunos e o pessoal em segurança.

As medidas foram agrupadas nas seguintes categorias gerais.

1. Medidas para reduzir as oportunidades de contacto, como a redução do número de alunos de uma turma ou de uma escola em simultâneo.
2. Medidas para tornar os contactos mais seguros, incluindo máscaras faciais, melhor ventilação, limpeza, lavagem das mãos ou modificação de atividades como o desporto ou a música.
3. Medidas de vigilância e de resposta, que permitem detetar sintomas ou testar os estudantes ou o pessoal doente. As pessoas com COVID-19 podem auto-isolar-se e as pessoas que possam ter COVID-19 podem ser colocadas em quarentena.
4. As medidas multicomponentes combinam medidas das categorias 1, 2 e/ou 3.

O que pretendíamos descobrir?

O nosso objetivo era descobrir quais as medidas que permitiram que as escolas reabrissem ou permanecessem abertas em segurança durante a pandemia de COVID-19. Queríamos saber quais as medidas mais eficazes para evitar a propagação da doença (transmissão), medida pelo número de novos casos, mortes e hospitalizações. Também analisámos as consequências não intencionais, como o efeito na vida das crianças fora da escola e na sua educação.

O que fizemos?

Procurámos estudos que analisassem o impacto destas medidas nas escolas entre os alunos (dos 4 aos 18 anos) ou indivíduos relacionados com a escola (funcionários ou pais, por exemplo), ou ambos, no número de pessoas com COVID-19, no sistema de saúde (camas de hospital, por exemplo) e nos aspetos sociais (como o efeito na educação das crianças). Comparámos e resumimos os resultados dos estudos e classificámos a nossa confiança na evidência com base em fatores como a metodologia e o tamanho dos estudos.

Quais são os resultados principais desta revisão?

Foram incluídos 33 estudos. Quinze estudos forneceram evidência sobre os nossos pontos mais importantes e os restantes não forneceram evidência tão útil. Os estudos foram efetuados em escolas primárias e secundárias, principalmente na América do Norte, mas também na Europa.

1. Medidas para reduzir a oportunidade de contatos
Quatro estudos realizados nos EUA investigaram o impacto das medidas escolares para reduzir o contacto. O ensino à distância (por exemplo, através de uma ligação informática), em comparação com o ensino presencial, reduziu provavelmente a propagação da COVID-19 e as hospitalizações, mas não teve provavelmente qualquer efeito sobre as mortes na população em geral. Os efeitos do ensino híbrido (uma combinação de ensino presencial e à distância), em comparação com o ensino à distância, foram mistos.

Verificámos que outras medidas tiveram efeitos mistos. O encerramento dos parques infantis e dos refeitórios pode aumentar o risco de infeção. Manter o mesmo professor pode não ter tido qualquer efeito, e o cancelamento de atividades extra-escolares, a manutenção dos mesmos alunos juntos e a restrição da entrada de pais e encarregados de educação podem ter reduzido o risco de infeção. No entanto, esta evidência é muito incerta.

2. Medidas para tornar os contatos mais seguros
Sete estudos realizados nos EUA mostraram que o uso de máscaras pode ter reduzido a propagação da COVID-19 e que uma política mais rigorosa em matéria de máscaras teve provavelmente um efeito maior. Os resultados mostraram que o distanciamento físico tem um efeito misto no risco de infeção, com resultados que indicam uma provável diminuição do risco para os estudantes, mas um aumento para o pessoal. Existe alguma evidência de que a melhoria da ventilação nos edifícios escolares poderá reduzir a transmissão. Um estudo concluiu que a não partilha de material e o aumento do espaço entre secretárias nas escolas pode ter reduzido o risco de infeção, mas que as proteções das secretárias podem tê-lo aumentado, mas temos muitas dúvidas quanto a esta evidência.

3. Medidas de vigilância e resposta
Seis estudos efetuados nos EUA, Reino Unido, Alemanha e Israel investigaram medidas de vigilância e de resposta. Um estudo concluiu que a realização de testes diários para substituir ou reduzir a quarentena ajudou provavelmente a reduzir a transmissão. Os estudos que avaliaram as medidas de vigilância encontraram resultados mistos para a transmissão com o teste rápido de antigénio em casa, mas a evidência era muito incerta. Os estudos que analisaram os testes laboratoriais de reação em cadeia da polimerase (PCR) também mostraram que provavelmente não houve propagação da COVID-19 na escola e em casa depois de os alunos ou funcionários terem estado na mesma divisão que alguém que tinha testado positivo. Dois estudos concluíram que a substituição ou a redução da quarentena através de testes diários pode estar relacionada com o facto de se faltar menos às aulas.

4. Medidas multicomponentes
Um estudo realizado nos EUA revelou menos infeções quando um maior número de medidas estava em vigor, mas a evidência era muito incerta.

Até que ponto estamos confiantes nas conclusões desta revisão?

A evidência para esta revisão atualizada é mais forte do que as conclusões da revisão original na maioria das áreas. É necessário reforçar a profundidade, a amplitude e a qualidade da investigação, com melhores desenhos de estudo e ajustamento aos fatores de risco.

Quão atualizada se encontra a evidência?

A evidência encontra-se atualizada até fevereiro de 2022.

Littlecott H, Krishnaratne S, Burns J, Rehfuess E, Sell K, Klinger C, Strahwald B, Movsisyan A, Metzendorf M-I, Schoenweger P, Voss S, Coenen M, Müller-Eberstein R, Pfadenhauer LM

Tratamentos cirúrgicos para o cancro da cavidade oral (boca) e orofaringe

3 months 2 weeks ago
Mensagens-chave

• Em pessoas com cancro da boca, a remoção eletiva dos gânglios linfáticos do pescoço ao mesmo tempo que a remoção do tumor primário, em comparação com a remoção dos gânglios linfáticos do pescoço apenas quando eles se encontram afetados por cancro, provavelmente aumenta a sobrevivência e reduz a recorrência, mas pode aumentar o risco de efeitos indesejados.
• Estudos futuros sobre o tratamento cirúrgico do cancro da boca e garganta devem reportar os resultados de acordo com a localização do tumor primário e medir a qualidade de vida, assim como a doença ou incapacidade associada ao tratamento.

Qual o contexto da revisão?

Os cancros da cavidade oral (boca) e orofaríngeos (garganta) são cada vez mais comuns e são muito difíceis de curar. O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, ou uma combinação destas modalidades. Para pessoas com cancro da boca, a remoção dos gânglios linfáticos (pequenas glândulas que filtram células cancerígenas e outras substâncias estranhas) é, por vezes, parte do tratamento; procedimento conhecido como esvaziamento ganglionar cervical. Os cirurgiões às vezes removem gânglios linfáticos que aparentam estar livres de cancro na mesma cirurgia em que removem o tumor original (esvaziamento cervical eletivo). Outros cirurgiões adotam uma abordagem de "observar e esperar", isto é apenas removem os gânglios linfoides quando estes se tornam cancerígenos. O esvaziamento cervical pode ser de dois tipos: esvaziamento cervical radical, na qual todos os gânglios linfáticos são removidos, ou esvaziamento cervical seletivo, no qual apenas os gânglios linfáticos doentes são removidos. Uma forma de determinar se o gânglios linfáticos está doente é realizar uma biópsia.

O que queríamos saber?

Queríamos saber quais os tratamentos cirúrgicos mais propensos a resultar em maior sobrevivência (sobrevivência geral) para pessoas com cancro da boca e garganta, maior tempo de vida sem sintomas (sobrevivência livre de doença), e menor probabilidade de o cancro se voltar a desenvolver no mesmo local (recorrência loco-regional) ou de se espalhar para outros locais (recorrência). Também queríamos saber se os diferentes tratamentos têm efeitos indesejados.

O que fizemos?

Procurámos estudos que alocaram aleatoriamente pessoas com cancro da boca ou garganta para diferentes tipos de tratamento cirúrgico. Resumimos as características e os dados dos estudos relevantes e avaliámos a confiança nos resultados.

O que encontrámos?

Incluímos 15 estudos (quatro novos estudos nesta atualização) que avaliaram nove comparações de diferentes tratamentos. Nenhum estudo comparou diferentes abordagens para a remoção do tumor original (primário). Os estudos envolveram um total de 2.820 participantes.

Resultados principais

Cinco estudos avaliaram a remoção do tumor primário, comparando o esvaziamento cervical eletivo do pescoço com a abordagem de "observar e esperar" em pessoas com cancro da boca. Os resultados mostram que o esvaziamento cervical eletivo provavelmente leva a uma maior sobrevivência geral e livre de doença, para além de menor recorrência loco-regional, mas com mais efeitos adversos.

Dois estudos compararam a esvaziamento cervical radical com a esvaziamento cervical seletivo em pessoas com cancro da boca. Não está claro qual o tratamento que proporciona melhores resultados.

Dois ensaios avaliaram um esvaziamento cervical mais limitado (super-seletivo) versus esvaziamento cervical seletivo do pescoço; não foi possível usar os dados reportados.

Um estudo comparou uma técnica de esvaziamento cervical mais seletiva (supra-omohióideia) com a técnica de esvaziamento cervical radical modificada. Não foi possível usar os dados reportados. O grupo do esvaziamento cervical radical modificado teve mais complicações, mais dor e pior função do ombro, mas existe uma grande incerteza sobre os resultados.

Num estudo, todas as pessoas de um grupo fizeram uma biópsia do gânglio linfático e só se procedeu à remoção dos gânglios linfáticos do pescoço caso a biópsia fosse positiva, enquanto todas as pessoas no outro grupo tiveram os gânglios linfáticos do pescoço removidos sem realização de biópsia prévia. Parece não haver diferenças entre essas duas abordagens em do ponto de vista de sobrevivência geral, sobrevivência livre de doença e recorrência loco-regional. Não foram reportados efeitos indesejados.

Um estudo avaliou os resultados obtidos num exame especial (tomografia por emissão de positrões com tomografia computorizada (PET-TC)) após quimiorradioterapia combinada para orientar decisões sobre o esvaziamento ganglionar cervical, versus esvaziamento cervical programado antes ou depois da quimiorradioterapia. Provavelmente não existem diferenças entre essas abordagens em termos de sobrevivência global ou recorrência loco-regional. Podem não existir diferenças nos efeitos adversos, mas os resultados são muito incertos.

Um ensaio sugeriu que a cirurgia combinada com radioterapia pode resultar em melhor sobrevivência geral do que apenas radioterapia, mas existe elevada incerteza nestes resultados. A cirurgia pode resultar em mais tecido cicatricial espesso. Pode não haver diferença em relação a outros efeitos indesejados.

Um estudo comparou cirurgia versus radioterapia em pessoas com cancro da garganta. Parecem não existir diferenças na sobrevivência geral, sobrevivência livre de doença ou efeitos indesejados, mas o grau de certeza destes resultados é muito baixo.

Um estudo comparou cirurgia seguida de radioterapia versus quimioterapia. Pessoas que receberam cirurgia e radioterapia podem viver mais tempo sem sintomas, mas o grau de certeza destes resultados é muito baixo.

Quais são as limitações da evidência?

O esvaziamento cervical eletivo realizado em simultâneo com a remoção do tumor principal melhora a sobrevivência e reduz a recorrência (grau de certeza muito baixo). Nem todos os estudos forneceram informações sobre todos os aspetos de interesse.

A PET-TC não melhora a sobrevivência nem reduz a recorrência. Há poucos estudos para existir certeza sobre os resultados.

Existe elevada incerteza nos resultados das outras comparações devido ao número reduzido de estudos e informações limitadas.

Quão atualizada é esta investigação/pesquisa?

Esta evidência é atual até 9 de fevereiro de 2022.

Worthington HV, Bulsara VM, Glenny A-M, Clarkson JE, Conway DI, Macluskey M

Os suplementos de antioxidantes ajudam as pessoas com doença falciforme (glóbulos vermelhos com forma invulgar)?

4 months ago
Mensagens-chave

- Em comparação com um comprimido simulado (placebo), o zinco e a N-acetilcisteína (NAC; 1.200 mg) podem não reduzir a frequência dos episódios dolorosos (crises) que as pessoas com doença falciforme (SCD) sofrem.

- O zinco pode melhorar ligeiramente o estado da hemoglobina (número de glóbulos vermelhos), mas a L-arginina não. A L-arginina também reduz provavelmente a gravidade da dor, mas pode não reduzir a frequência de hospitalização.

- São necessários estudos mais amplos para avaliar os efeitos da vitamina C mais vitamina E, zinco, NAC, L-arginina e ómega 3. Estudos futuros devem avaliar o número e a gravidade dos episódios dolorosos que as pessoas com DF apresentam, a sua qualidade de vida, os efeitos nocivos do tratamento e a frequência de hospitalização.

O que é a doença falciforme (SCD) e como é tratada?

A doença das células falciformes é uma doença hereditária que afeta as células sanguíneas que transportam o oxigénio através do corpo. Os glóbulos vermelhos das pessoas com esta doença ficam em forma de foice (quase como a letra C) quando os níveis de oxigénio são baixos. Os glóbulos vermelhos em forma de foice levam à produção de substâncias nocivas chamadas radicais livres.

"Antioxidante" é um termo geral utilizado para descrever qualquer substância capaz de proteger as células do nosso corpo contra substâncias químicas chamadas radicais livres, que são capazes de danificar as células.

Os antioxidantes podem ajudar a reduzir o processo de falcização e melhorar a recuperação das complicações das células falciformes, conhecidas como crises falciformes. Uma crise de células falciformes é a dor que ocorre quando os glóbulos vermelhos ficam em forma de foice devido à falta de oxigénio no sangue.

O que pretendíamos descobrir?

Queríamos descobrir se a administração de suplementos antioxidantes a pessoas com SCD reduzia a frequência das crises, reduzia a dor e melhorava a sua qualidade de vida. Também queríamos descobrir se havia danos associados aos suplementos antioxidantes para pessoas com SCD.

O que fizemos?

Procurámos estudos que comparassem antioxidantes com placebo ou outros antioxidantes, ou que comparassem duas doses diferentes do mesmo antioxidante. Comparámos e resumimos as suas conclusões e classificámos a nossa confiança na evidência, com base em fatores como os métodos e as dimensões dos estudos.

O que encontrámos?

Incluímos 26 estudos que avaliaram 11 antioxidantes, envolvendo 1.609 crianças e adultos com DF. Os estudos tiveram lugar na Bélgica, Brasil, Índia, Jamaica, Países Baixos, Nigéria, Sudão, Reino Unido e EUA. Treze estudos foram financiados com fundos públicos, três estudos foram financiados por empresas farmacêuticas e quatro estudos foram financiados por uma mistura de ambos. Um estudo não recebeu financiamento e cinco estudos não forneceram informações sobre as suas fontes de financiamento.

Apenas oito estudos relataram os nossos resultados importantes seis meses após o tratamento:

- frequência das crises (quatro estudos);
- gravidade da dor (três estudos);
- qualidade de vida (um estudo);
- efeitos adversos (ou seja, efeitos indesejáveis; dois estudos);
- frequência de hospitalização (dois estudos);
- frequência de complicações relacionadas com a MSC (três estudos);
- alteração do estado da hemoglobina (cinco estudos).

Os oito estudos investigaram diferentes antioxidantes: vitamina C e E, zinco, N-acetilcisteína (NAC), L-arginina e ómega 3.

Principais resultados

Não sabemos ao certo se a vitamina C (1.400 mg) e a vitamina E (800 mg) são melhores do que o placebo para reduzir a frequência das crises ou a gravidade da dor, ou se causam mais efeitos indesejáveis (1 estudo, 83 participantes). Também não temos a certeza se a vitamina C mais a vitamina E são melhores do que o placebo na redução dos problemas de saúde relacionados com a DF e no aumento dos níveis sanguíneos nas pessoas com DF.

O zinco pode não ser melhor do que o placebo na redução da frequência das crises, mas pode resultar num ligeiro aumento do nível sanguíneo (1 estudo, 36 pessoas). Estamos muito incertos sobre os efeitos do zinco nas complicações relacionadas com a SCD, como as úlceras nas pernas (1 estudo, 34 participantes).

A NAC (1.200 mg) pode não ser melhor do que o placebo na redução da frequência das crises, da gravidade da dor e dos níveis sanguíneos. Não temos certezas quanto ao seu efeito na qualidade de vida, efeitos indesejáveis, frequência de hospitalização e complicações relacionadas com a doença coronária (1 estudo, 96 participantes).

A L-arginina pode não ser melhor do que o placebo na redução da frequência das crises (dores mensais) (1 estudo, 50 participantes). No entanto, a L-arginina pode ser melhor do que o placebo na redução da gravidade da dor (2 estudos, 125 participantes). Além disso, a taxa de eventos indesejáveis foi semelhante em ambos os grupos de tratamento. A L-arginina pode não ser melhor do que o placebo na redução do tempo de internamento hospitalar (2 estudos, 125 participantes) ou no aumento dos níveis sanguíneos (2 estudos, 106 participantes).

Não sabemos ao certo se os ómega-3 causam mais efeitos indesejáveis em pessoas com SCD do que o placebo, ou se são melhores a aumentar os níveis sanguíneos (1 estudo, 67 participantes).

Quais são as limitações da evidência?

De um modo geral, não estamos muito confiantes sobre os efeitos dos antioxidantes no tratamento da doença falciforme, porque o número de estudos para cada comparação foi muito pequeno para se ter certeza sobre os resultados. Também nos preocupou a forma como alguns dos estudos foram efetuados. É provável que novos estudos venham a alterar estes resultados.

Quão atualizada se encontra a evidência?

A evidência encontra-se atualizada até 15 de agosto de 2023.

Bolarinwa AB, Oduwole O, Okebe J, Ogbenna AA, Otokiti OE, Olatinwo AT

Cálcio e vitamina D para melhorar a saúde óssea em mulheres saudáveis na pré-menopausa

4 months ago
Mensagens-chave

A evidência sugere que a suplementação com cálcio, vitamina D ou cálcio mais vitamina D não tem qualquer efeito na densidade mineral óssea em qualquer local (anca ou coluna) em mulheres saudáveis na pré-menopausa.

O que é a osteoporose?

A osteoporose caracteriza-se por níveis baixos de cálcio e de outros tipos de minerais nos ossos (designados por densidade mineral óssea). Isto faz com que se formem buracos no interior dos ossos e que as paredes exteriores do osso se tornem mais finas, tornando os ossos mais frágeis, o que pode levar a um aumento das fraturas e das roturas.

A osteoporose constitui um importante problema de saúde pública e contribui para mais de 8,9 milhões de ossos partidos anualmente, o que significa que, em média, ocorre uma fratura osteoporótica em cada três segundos. Os suplementos de cálcio e vitamina D são frequentemente recomendados para as mulheres após a menopausa (embora nem todos concordem), mas a suplementação adequada de cálcio e vitamina D é sempre recomendada em pessoas institucionalizadas (por exemplo, pessoas que vivem em lares) e pessoas que estão a fazer tratamento para a osteoporose. Pouco se sabe sobre o efeito do cálcio e da vitamina D na densidade óssea das mulheres que ainda não entraram na menopausa. Existem poucos estudos sobre este grupo etário e os resultados são inconclusivos. Neste grupo etário, o aumento da força e da saúde óssea é considerado o objetivo da suplementação, pelo que a DMO é relevante.

O que pretendíamos descobrir?

Pretendíamos determinar se o cálcio e a vitamina D eram capazes de aumentar o conteúdo mineral dos ossos e reduzir o risco de fraturas, bem como relatar os potenciais efeitos secundários da suplementação.

O que fizemos?

Procurámos em bases de dados médicas estudos clínicos bem concebidos sobre a suplementação de cálcio e vitamina D, isoladamente ou em combinação, em comparação com placebo (tratamento simulado) em mulheres saudáveis com idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos (pré-menopáusicas). Analisámos três combinações: cálcio versus placebo, vitamina D versus placebo e cálcio mais vitamina D versus placebo, administrados durante pelo menos três meses. Analisámos os seus efeitos no aumento dos minerais nos ossos da anca e da coluna vertebral, se as mulheres tiveram fraturas vertebrais (coluna vertebral) ou quaisquer outras fraturas durante o estudo, os efeitos na qualidade de vida e se estas mulheres tiveram de interromper a suplementação devido a efeitos secundários.

O que descobrimos?

Incluímos sete estudos com 941 mulheres saudáveis na pré-menopausa, com uma idade média por estudo de 18 a 42,1 anos. As mulheres foram distribuídas aleatoriamente para receberem um suplemento de cálcio, vitamina D, vitamina D mais cálcio, ou placebo.

Resultados principais

Não se registaram diferenças na densidade mineral óssea em nenhum dos grupos que receberam suplementos de cálcio, vitamina D ou cálcio mais vitamina D, em comparação com o placebo. Os estudos não relataram fraturas (de qualquer sítio anatómico), qualidade de vida ou interrupção da suplementação por efeitos secundários.

Quais são as limitações da evidência?

As limitações comuns nos métodos dos estudos incluíam um pequeno número de participantes, estudos e dados; problemas na adesão ao tratamento, os participantes podem ter sabido qual o tratamento que receberam; e falta de informação para desistências do tratamento. O financiamento dos estudos foi fornecido por instituições, universidades, governos e indústrias farmacêuticas.

Quão atualizada se encontra a evidência?

A evidência encontra-se atualizada até abril de 2022.

Méndez-Sánchez L, Clark P, Winzenberg TM, Tugwell P, Correa-Burrows P, Costello R

Qual é a melhor forma de utilizar corticosteroides tópicos para tratar pessoas com eczema?

4 months ago
Mensagens-chave

- De um modo geral, os corticosteroides tópicos mais fortes (creme esteroide aplicado na pele) são provavelmente mais eficazes do que as preparações mais fracas. Um creme esteroide forte aplicado uma vez por dia é provavelmente tão bom como duas vezes por dia, e a utilização de um creme esteroide durante dois dias consecutivos por semana evita provavelmente as crises de eczema.

- Cerca de um terço dos estudos analisou o afinamento da pele, mas os casos foram muito baixos. Este facto dificultou a avaliação das diferenças entre estratégias, embora houvesse mais casos com creme esteroide mais forte.

- Precisamos de investigação de melhor qualidade sobre os efeitos indesejáveis, durante períodos de tempo mais longos, mas a utilização intermitente de creme de esteroides causa provavelmente menos efeitos indesejáveis.

O que é o eczema e como é tratado?

O eczema é uma doença comum, de longa duração, que resulta em manchas de pele inflamadas, secas e com comichão, cuja gravidade varia; atualmente não tem cura, pelo que o tratamento visa controlar os sintomas (inflamação e comichão). A primeira escolha de tratamento são os emolientes (hidratantes) combinados com um tratamento para reduzir a inflamação, frequentemente um creme esteroide.

O que queríamos descobrir?

Os cremes esteroides podem ser utilizados de diferentes formas para tratar o eczema, e as pessoas sentem-se muitas vezes confusas sobre quais os que devem utilizar e com que frequência e qual a melhor forma de os utilizar. Quisemos investigar a eficácia de diferentes formas (estratégias) de utilização de cremes esteroides e se estas causam efeitos indesejáveis.

O que fizemos?

Resumimos a evidência dos estudos que testaram diferentes formas de usar o creme esteroide em adultos e crianças. Avaliámos as estratégias de tratamento com base nas alterações da gravidade do eczema, avaliadas pelos médicos/investigadores ou pelos participantes, e nos efeitos indesejáveis, como o adelgaçamento da pele (a pele pode ficar com nódoas negras e rasgar mais facilmente). Comparamos os resultados, resumimos as descobertas e avaliamos a certeza na evidência considerando fatores como o método dos estudos e o número de participantes.

O que descobrimos?

A maioria dos estudos foi realizada em países de alto rendimento, provavelmente em hospitais, e foram de curta duração (de 1 a 6 semanas); os estudos que avaliaram a prevenção de crises de eczema duraram mais tempo, mas menos de 6 meses. A idade dos participantes variou; 43 estudos incluíram apenas crianças. O eczema foi moderado ou grave em 51 estudos, ligeiro a moderado em 16 estudos, ligeiro a grave em 3 estudos e 34 estudos não comunicaram a gravidade. Aproximadamente metade dos estudos foram financiados por empresas que produziam o creme esteroide ou tinham ligações à indústria; 44 não referiram a sua fonte de financiamento.

Foram incluídos 104 estudos com 8.443 pessoas.

- Creme esteroide mais forte versus mais fraco (63 estudos). Combinámos dados de 31 estudos e de 2.018 pessoas. As hipóteses de obter uma melhoria clara ou acentuada, avaliada por um profissional de saúde, aumentaram provavelmente com a utilização de um creme esteroide de potência mais forte. Para 1.000 pessoas tratadas, é provável que 340 a 390 fiquem claras ou quase claras utilizando um creme esteroide de potência ligeira; 460 a 520 fiquem claras ou quase claras utilizando um creme esteroide de potência moderada; e 530 a 710 fiquem claras ou quase claras utilizando um creme esteroide potente.

- Aplicação de creme esteroide duas vezes por dia versus uma vez por dia (25 estudos). Combinámos dados de 15 estudos com 1.821 pessoas. A aplicação de um creme esteroide forte uma vez por dia é provavelmente tão eficaz como a aplicação duas vezes por dia. Os estudos não comunicaram corretamente os efeitos indesejáveis e não temos a certeza de alguns resultados. Vinte e dois estudos (2.266 pessoas) relataram afinamento da pele. Identificaram 26 casos possíveis, 16 com creme esteroide muito forte, 6 com forte, 2 com moderado e 2 com creme esteroide ligeiro.

- Duração mais longa versus mais curta do creme de esteroides (0 estudos)

- Aplicação duas vezes por semana (usando creme esteroide durante dois dias consecutivos por semana) para prevenir crises versus nenhuma aplicação (9 estudos). Combinámos dados de 7 estudos (1.149 pessoas). O creme esteroide duas vezes por semana provavelmente diminui a probabilidade de crises de eczema. Para 1.000 pessoas que utilizam cremes de controlo de crises duas vezes por semana, seria de esperar que aproximadamente 248 tivessem uma ou mais novas crises, em comparação com 576 pessoas que não utilizam esta estratégia. Não foram identificados casos de adelgaçamento da pele em 7 estudos de prevenção de crises (1.050 pessoas).

- Outras comparações. Também analisámos as preparações de cremes esteroides mais recentes versus mais antigas, creme versus pomada, creme esteroide usado com filme húmido, aplicação diária versus menos frequente, diferentes dosagens do mesmo creme esteroide, altura do dia em que é aplicado, creme esteroide alternado com inibidores tópicos da calcineurina (por exemplo, Protopic e Elidel) versus creme esteroide sozinho, aplicação na pele húmida versus seca, e antes versus depois de emolientes. Nenhum estudo comparou o creme esteroide de marca versus genérico ou o tempo entre a aplicação do emoliente e do creme esteroide.

Quais são as limitações da evidência?

Em geral, estamos moderadamente confiantes nos resultados sobre a eficácia dos cremes esteroides para tratar o eczema, mas temos pouca confiança nos resultados sobre os efeitos indesejáveis, porque os estudos eram pequenos e nem sempre utilizaram os métodos mais fiáveis.

Quão atualizada se encontra a evidência?

A evidência encontra-se atualizada até janeiro de 2021.

Lax SJ, Harvey J, Axon E, Howells L, Santer M, Ridd MJ, Lawton S, Langan S, Roberts A, Ahmed A, Muller I, Ming LC, Panda S, Chernyshov P, Carter B, Williams HC, Thomas KS, Chalmers JR

Qual é o melhor tipo de exercício terapêutico para tratar a escoliose nos adolescentes?

4 months ago
Mensagens-chave

- Devido à falta de evidência sólida, os benefícios dos exercícios terapêuticos para a escoliose idiopática não são claros.

- Os participantes que usam uma cinta podem registar uma menor progressão da curva se realizarem exercícios terapêuticos.

- Em comparação com a ausência de tratamento, os exercícios terapêuticos podem fazer pouca ou nenhuma diferença na progressão da escoliose e nos problemas estéticos, embora possam aumentar ligeiramente a qualidade de vida.

- É necessária mais investigação nesta área, centrada em resultados altamente relevantes do ponto de vista clínico, como a qualidade de vida e questões psicológicas e cosméticas.

O que é a escoliose idiopática?

A escoliose é uma doença que provoca uma curvatura tridimensional global (torção) da coluna vertebral (espinha dorsal). O tipo mais comum é "idiopático", o que significa que a causa exata é desconhecida. A escoliose afeta 2% a 3% dos jovens a partir dos 10 anos de idade até à idade adulta. Quando a curvatura da coluna vertebral ultrapassa determinados limiares no final do crescimento, pode causar problemas na idade adulta, tais como problemas de qualidade de vida, incapacidade, problemas estéticos, limitação da atividade e, eventualmente, problemas respiratórios.

Como é tratada esta condição?

Em muitos casos, as curvas da escoliose são pequenas e não necessitam de tratamento. Se o tratamento for considerado adequado, as principais opções de tratamento para evitar a progressão da escoliose incluem exercícios terapêuticos, imobilização e cirurgia. Devido à natureza progressiva da doença, os adolescentes são geralmente tratados quando a curvatura é diagnosticada e se espera um maior crescimento, o que significa que o risco de progressão ainda está presente. Quando a curva progride, nenhum tratamento consegue endireitar totalmente a coluna vertebral. As crianças com curvas maiores podem ter de usar um aparelho ou, se as curvas forem graves, ser submetidas a uma cirurgia para restabelecer uma postura tão normal quanto possível. Os exercícios terapêuticos são uma opção para os casos menos graves, para reduzir o risco de progressão e evitar a utilização de uma cinta; também podem ser utilizados em curvas mais graves em combinação com a utilização de uma cinta. Neste caso, os objetivos são reduzir os efeitos secundários da utilização de uma cinta (fraqueza muscular, rigidez, dorso plano) e melhorar a sua eficácia.

O que pretendíamos descobrir?

Queríamos descobrir se os exercícios terapêuticos são eficazes para reduzir as curvas da coluna vertebral e adiar ou evitar tratamentos invasivos, como o uso de aparelhos ou a cirurgia.

O que fizemos?

Pesquisámos em bases de dados médicas estudos em que as pessoas foram distribuídas aleatoriamente por um de dois ou mais grupos de tratamento, comparando exercícios terapêuticos com nenhum tratamento, outros tratamentos não cirúrgicos, como aparelhos, ou outros exercícios. Extraímos e resumimos os dados e classificámos a nossa confiança na evidência com base em fatores como os métodos de estudo e a precisão dos resultados.

O que descobrimos?

Incluímos 13 estudos envolvendo 583 participantes. A maioria dos participantes tinha escoliose de gravidade baixa ou média. Foram realizados cinco estudos na China e um no Brasil, Canadá, Itália, Coreia, Turquia, Arábia Saudita, EUA e Egito. Os exercícios terapêuticos avaliados nos estudos eram diferentes em termos de tipo e de duração (entre 12 e 42 meses).

Não sabemos ao certo se os exercícios terapêuticos são menos eficazes do que o uso de aparelhos na redução da progressão da curva em adolescentes com escoliose de gravidade média, ou se melhoram ligeiramente a qualidade de vida.

Não sabemos se os diferentes tipos de exercícios terapêuticos fazem alguma diferença na progressão da escoliose, na qualidade de vida e nas questões estéticas.

Nenhum dos estudos incluídos avaliou os efeitos indesejáveis.

Quais são as limitações da evidência?

Os participantes incluídos nos estudos sabiam quais as intervenções que tinham recebido; por conseguinte, poderiam ter sido influenciados pelo grau de confiança que tinham na intervenção ao relatarem melhorias com base na sua experiência pessoal e ao realizarem os exercícios, aumentando a sua motivação.

Todos os estudos incluíram apenas um pequeno número de participantes. Por conseguinte, temos pouca confiança nos seus resultados, uma vez que estes podem ser diferentes quando as intervenções são efetuadas na prática clínica.

Quão atualizada se encontra a evidência?

Esta revisão atualiza a nossa revisão anterior de 2012. A evidência encontra-se atualizada até 17 de novembro de 2022.

Romano M, Minozzi S, Bettany-Saltikov J, Zaina F, Chockalingam N, Kotwicki T, Maier-Hennes A, Arienti C, Negrini S

Qual é a melhor forma de apoiar a resiliência e o bem-estar mental dos profissionais de saúde da linha de frente durante e após uma pandemia?

4 months ago
O que é "resiliência"?

Trabalhar como profissional de saúde ou de assistência social da "linha de frente" durante uma pandemia global, como a COVID-19, pode ser muito stressante. Com o tempo, os efeitos negativos do stress podem levar a problemas de saúde mental, tais como depressão e ansiedade, que, por sua vez, podem afetar o trabalho, a família e outras relações sociais.. A "resiliência" é a capacidade de lidar com os efeitos negativos do stress e assim evitar problemas de saúde mental e os seus efeitos mais amplos.

Os profissionais de saúde podem utilizar várias estratégias (intervenções) para apoiar a resiliência e o bem-estar mental dos profissionais da linha da frente. Estas poderiam incluir intervenções baseadas no trabalho, tais como mudança de rotinas ou melhoria de equipamento; ou intervenções de apoio psicológico, tais como o aconselhamento.

O que pretendíamos descobrir?

Em primeiro lugar (objetivo 1), queríamos saber o sucesso de quaisquer intervenções que melhorassem a resiliência ou o bem-estar mental dos profissionais de saúde da linha da frente.

Segundo (objetivo 2), queríamos saber o que tornava mais fácil (facilitadores) ou mais difícil (barreiras) a realização destas intervenções.

O que fizemos?

Procurámos em bases de dados qualquer tipo de estudo que incluísse intervenções desenvolvidas para apoiar a resiliência e o bem-estar mental dos profissionais de saúde que trabalham na linha da frente durante surtos de doenças infeciosas. Os surtos da doença tinham de ser classificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como epidemias ou pandemias, e terem ocorrido a partir de 2002 (o ano anterior ao surto da síndrome respiratória aguda grave (SARS)).

O que encontrámos?

Encontrámos 16 estudos relevantes. Estes estudos estavam relacionados com diferentes surtos de doenças - dois eram da SARS; nove do Ébola; um da síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS); e quatro da COVID-19. Os estudos incidiram principalmente sobre intervenções no local de trabalho que envolveram apoio psicológico (por exemplo, aconselhamento ou consulta com um psicólogo) ou intervenções baseadas no trabalho (por exemplo, dar formação ou mudança de rotina).

Objetivo 1: um estudo investigou o bom funcionamento de uma intervenção. Este estudo foi realizado imediatamente após o surto de Ébola, e investigou se os profissionais que estavam a receber formação sobre "primeiros socorros psicológicos" para dar a outras pessoas (tais como doentes e os seus familiares) se sentia menos "burnt out". Tivemos algumas preocupações sobre os resultados que este estudo relatou e sobre alguns dos seus métodos. Isto significa que a nossa certeza sobre a evidência é muito baixa e não podemos dizer se a intervenção ajudou ou não.

Objetivo 2: todos os 16 estudos forneceram alguma evidência sobre barreiras e facilitadores relacionados com a implementação de intervenções. Encontrámos 17 conclusões principais destes estudos. Não tivemos um alto grau de confiança em nenhuma das conclusões; tivemos confiança moderada em seis conclusões e confiança baixa a muito baixa em 11 estudos.

Estamos moderadamente confiantes de que as duas principais barreiras à implementação da intervenção foram as seguintes: o facto dos profissionais da linha da frente ou as organizações em que trabalhavam não estarem totalmente conscientes que precisavam de apoio para manter ou melhorar o seu bem-estar mental; falta de equipamento, de tempo dedicado ou das competências necessárias para uma intervenção.

Estamos moderadamente confiantes de que os seguintes três fatores foram facilitadores da implementação da intervenção: intervenções que poderiam ser adaptadas às necessidades locais; ter uma comunicação eficaz, tanto formal como social; e ter ambientes de aprendizagem positivos, seguros e de apoio para os profissionais da linha da frente.

Estamos moderadamente confiantes de que os conhecimentos e crenças que os profissionais de saúde da linha da frente têm sobre uma intervenção podem ajudar ou dificultar a implementação da intervenção.

Mensagens-chave

Não encontrámos qualquer evidência que nos diga como funcionam estratégias diferentes no apoio à resiliência e bem-estar mental dos profissionais da linha da frente. Encontrámos alguma evidência limitada sobre aspetos que poderiam contribuir para o êxito das intervenções. São urgentemente necessários estudos de investigação devidamente planeados para identificar quais as melhores formas de apoiar a resiliência e o bem-estar mental dos profissionais de saúde e de assistência social.

Quão atualizada se encontra esta revisão?

Esta revisão inclui estudos publicados até 28 de março de 2020.

Pollock A, Campbell P, Cheyne J, Cowie J, Davis B, McCallum J, McGill K, Elders A, Hagen S, McClurg D, Torrens C, Maxwell M

Quais são as opiniões, experiências e práticas dos profissionais de saúde em relação ao uso informal de celulares pessoais para dar suporte ao seu trabalho?

4 months ago
Mensagens‐chave

Os profissionais de saúde às vezes usam seus celulares pessoais informalmente para preencher lacunas no sistema de saúde.

Nossas descobertas sugerem que isso pode ajudá-los a trabalhar de forma mais eficiente. Também pode ajudá-los a serem mais receptivos às necessidades dos pacientes e dos profissionais de saúde.

No entanto, também pode causar problemas para pacientes e profissionais de saúde, além de enfraquecer o sistema de saúde.

O que é uso informal do celular?

Os profissionais de saúde às vezes usam seus celulares pessoais no trabalho, mesmo que esse uso não seja regulamentado formalmente. Isso pode ajudá-los a realizar seu trabalho quando o local de trabalho não tiver maneiras eficazes e acessíveis de compartilhar informações por meio do sistema formal. Entretanto, também pode levar a novos problemas.

O que queríamos descobrir?

Queríamos explorar o uso informal de celulares pessoais por profissionais de saúde para dar suporte ao seu trabalho.

O que nós fizemos?

Buscamos estudos sobre opiniões, experiências e práticas de profissionais de saúde em relação ao uso pessoal de celulares no trabalho. Analisamos os resultados e avaliamos nossa confiança nas conclusões da revisão.

O que nós encontramos?

Encontramos 30 estudos publicados entre 2013 e 2022. Os estudos foram realizados em países de alta, média e baixa renda. Eles exploraram diferentes tipos de profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, profissionais de saúde leigos, farmacêuticos e gestores de saúde que trabalham em hospitais, clínicas e na comunidade. Algumas das descobertas da nossa revisão foram baseadas apenas em pequenas quantidades de dados, o que diminuiu nossa confiança nessas descobertas. Temos confiança moderada a alta nas seguintes descobertas da revisão.

• Os profissionais de saúde enfrentam uma lacuna entre o que se espera deles e os recursos disponíveis para eles. Para preencher essa lacuna, eles desenvolvem suas próprias estratégias. Às vezes, isso envolve usar seus próprios celulares, dados e tempo de conexão. Eles também usam seu tempo pessoal para fazer e receber ligações fora do horário de trabalho e usam suas redes pessoais para entrar em contato com outras pessoas para obter ajuda e conselhos.

• Em alguns cenários, o uso de celulares pessoais por profissionais de saúde não é regulamentado, mas se tornou uma parte normal de muitos processos de trabalho. Alguns profissionais de saúde, portanto, sentem pressão de colegas e gerentes para usar seus telefones pessoais. Alguns também usam seus celulares por sentimentos de obrigação para com seus pacientes e colegas.

• O uso de celulares pessoais, tempo e redes pelos profissionais de saúde ajuda a humanizar a assistência médica. Além disso, permite que os profissionais de saúde sejam mais flexíveis, eficientes e receptivos às necessidades do paciente. Ele pode conectar pacientes com profissionais de saúde individuais em vez de sistemas impessoais e pode ajudar os pacientes a manter informações confidenciais fora do sistema formal. Ele também permite que os profissionais de saúde se comuniquem entre si de maneiras mais pessoais do que os sistemas formais permitem. Tudo isso pode fortalecer o relacionamento dos profissionais de saúde com pacientes e colegas.

• No entanto, essas abordagens informais também podem causar problemas para os profissionais de saúde. O uso pessoal do celular custa dinheiro. Este é um problema específico para profissionais de saúde de níveis mais baixos e profissionais de saúde em ambientes de baixa renda, que provavelmente receberão menos e podem ter menos acesso a telefones de trabalho ou remuneração. O uso fora do horário comercial também pode ser um fardo maior para profissionais de saúde de níveis mais baixos, pois eles podem ter mais dificuldade para ignorar chamadas quando estão em casa. Profissionais de saúde com acesso precário à eletricidade e à internet também são menos capazes de usar soluções informais de telefonia móvel, enquanto profissionais de saúde com menos educação podem achar difícil avaliar as informações que encontram online. Canais digitais informais podem ajudar os profissionais de saúde a expandir suas redes pessoais. No entanto, os profissionais de saúde que dependem de redes pessoais para buscar ajuda e conselhos estão em desvantagem se essas redes forem fracas.

• O uso de recursos pessoais pelos profissionais de saúde também pode causar problemas para os pacientes e pode beneficiar alguns pacientes mais do que outros. Por exemplo, quando profissionais de saúde armazenam e compartilham informações de pacientes em seus celulares pessoais, a confidencialidade dessas informações pode ser quebrada. Além disso, os profissionais de saúde podem decidir usar seus recursos pessoais em alguns tipos de pacientes, mas não em outros. Os profissionais de saúde às vezes descrevem o uso de seus celulares, tempo e redes para ajudar pacientes e clientes que eles acham que estão particularmente necessitados. Essas decisões provavelmente refletem seus próprios valores e ideias, por exemplo, sobre equidade social e valor dos pacientes. Mas isso pode não refletir necessariamente os objetivos e ideais que o sistema formal de saúde pretende alcançar.

• Por fim, o uso informal de telefones celulares preenche lacunas no sistema de saúde, mas também pode enfraquecê-lo. O armazenamento e o compartilhamento de informações em telefones pessoais e por meio de canais informais podem criar um sistema de "tecnologia de informação paralelo", em que informações sobre o fluxo de pacientes e a logística não são registradas formalmente. Os profissionais de saúde também podem se distrair mais no trabalho, por exemplo, com ligações de colegas e familiares ou com as redes sociais. Esses tipos de desafios podem ser particularmente difíceis para sistemas de saúde frágeis.

Quão atual é essa evidência?

As evidências estão atualizadas até Agosto de 2022.

Glenton C, Paulsen E, Agarwal S, Gopinathan U, Johansen M, Kyaddondo D, Munabi-Babigumira S, Nabukenya J, Nakityo I, Namaganda R, Namitala J, Neumark T, Nsangi A, Pakenham-Walsh NM, Rashidian A, Royston G, Sewankambo N, Tamrat T, Lewin S

Qual é a precisão de um exame de sangue que usa sangue coletado de uma veia em vez de sangue da artéria para diagnosticar alterações nos níveis de oxigênio, dióxido de carbono e acidez do sangue?

4 months ago
Mensagens‐chave

- Encontramos evidências limitadas de baixa qualidade no uso de sangue coletado de uma veia para detectar níveis alterados de oxigênio, dióxido de carbono e acidez em pacientes com insuficiência respiratória.

- Comparado ao sangue retirado de uma artéria, a retirada de sangue de uma veia resultaria em mais pacientes testando positivo para alterações quando não as têm (falsos positivos), o que faria com que a maioria dos pacientes também precisasse de sangue coletado de uma artéria.

Por que é importante melhorar a coleta de sangue para diagnosticar alterações nos níveis de oxigênio, dióxido de carbono e acidez do sangue em pessoas com insuficiência respiratória?

Quando uma pessoa não está bem, há uma alteração nos níveis de oxigênio, dióxido de carbono e outras substâncias no sangue. Isso pode ser detectado pela análise do sangue coletado de uma artéria ('arterial'). Ao medir a quantidade precisa de oxigênio e outras substâncias no sangue arterial, os profissionais médicos podem diagnosticar (e tratar) condições fatais, como insuficiência respiratória, altos níveis de dióxido de carbono no sangue e acidez alterada do sangue (também chamada de distúrbio metabólico).

Por razões de conveniência e maior conforto do paciente, alguns profissionais médicos utilizam sangue venoso (coletado de uma veia do braço ou da perna) em vez de sangue arterial.

O que é a gasometria venosa periférica?

A gasometria venosa periférica é a análise do sangue coletado de uma veia periférica do braço ou da perna e mensurado da maneira rotineira com um analisador de gases sanguíneos.

Se esse teste puder detectar todos os casos de pessoas com níveis alterados de oxigênio, dióxido de carbono e acidez no sangue, o número de pacientes que necessitam de punção de uma artéria, que é mais dolorosa e difícil de realizar, poderia ser reduzido. Se os testes de sangue venoso também fossem precisos na identificação de pacientes sem essas alterações sanguíneas, a perfuração de uma artéria poderia ser evitada.

O que queríamos descobrir?

Queríamos descobrir a precisão da análise de gases no sangue retirado de uma veia em vez de uma artéria em pessoas com suspeita de insuficiência respiratória ou alteração da acidez no sangue devido a doença subjacente ou anormalidade.

O que nós fizemos?

Buscamos estudos que incluíssem pessoas com suspeita de insuficiência respiratória, altos níveis de dióxido de carbono no sangue e acidez sanguínea alterada, que foram internadas em hospitais ou departamentos de emergência. Posteriormente, combinamos os resultados desses estudos.

O que nós encontramos?

Incluímos seis estudos com 919 adultos (895 com resultados relatados) com suspeita de insuficiência respiratória, altos níveis de dióxido de carbono no sangue e acidez alterada do sangue, de diversos ambientes, incluindo hospitais e departamentos de emergência.

Em 1000 pacientes, dos quais 330 apresentam insuficiência respiratória (confirmada por exame de sangue arterial), a precisão diagnóstica da gasometria venosa seria a seguinte:

- 325 testariam positivo e teriam insuficiência respiratória tratada adequadamente;
- 431 testariam positivo, mas não teriam insuficiência respiratória (falsos positivos), e as consequências seriam um tratamento inadequado ou prejudicial;
- 244 teriam resultado negativo, dos quais 239 seriam verdadeiros negativos e evitariam a punção arterial; e
- 5 teriam, na verdade, insuficiência respiratória (falsos negativos), e as consequências seriam diagnóstico e tratamento perdidos.

Da mesma forma, em 1000 pacientes, dos quais 330 apresentam níveis elevados de dióxido de carbono no sangue:

- 324 testariam positivo e teriam níveis elevados de dióxido de carbono no sangue tratados adequadamente;
- 311 testaria positivo, mas não teria níveis elevados de dióxido de carbono no sangue (falsos positivos), e as consequências seriam um tratamento inadequado ou prejudicial;
- 365 teriam resultado negativo, dos quais 359 seriam verdadeiros negativos e evitariam a punção arterial; e
- 6 na verdade teriam altos níveis de dióxido de carbono no sangue (falsos negativos), e as consequências seriam diagnóstico e tratamento perdidos.

Quais são as limitações das evidências?

Os resultados de precisão dos testes apresentados nesta revisão vêm de apenas seis estudos e não são precisos, particularmente na identificação de pacientes sem distúrbios metabólicos e sem alterações dos gases sanguíneos. Além disso, a seleção de pacientes e o processo de teste não foram relatados em detalhes, e estamos preocupados com a confiabilidade dos resultados do estudo.

Até quando as evidências incluídas estão atualizadas?

As evidência são baseadas em buscas realizadas até julho de 2024.

Byrne AL, Pace NL, Thomas PS, Symons RL, Chatterji R, Bennett M

A ioga alivia a fadiga relacionada ao câncer em pessoas com câncer?

4 months ago
Mensagens principais

- Comparado a ausência de prática de ioga, a ioga após o tratamento para o câncer provavelmente reduz um pouco a fadiga relacionada ao câncer no curto prazo (até 12 semanas após fazer ioga).

- Não sabemos se a ioga durante o tratamento para o câncer alivia a fadiga relacionada ao câncer a curto, médio ou longo prazo, em comparação com a ausência de prática de ioga.

- Mais pesquisas são necessárias para entender (1) se os efeitos de iniciar ioga após o tratamento do câncer persistem além de 12 semanas e (2) quais são os efeitos de fazer ioga antes e durante o tratamento do câncer.

O que é a fadiga relacionada ao câncer?

A fadiga relacionada ao câncer é uma sensação de cansaço extremo que dura muito tempo. Pode ser causado por câncer, tratamento do câncer ou ambos. A fadiga relacionada ao câncer afeta o corpo e o humor, além de dificultar a realização de atividades regulares. É mais forte do que apenas cansaço e não desaparece com o repouso.

Como a fadiga relacionada ao câncer é tratada?

Diretrizes clínicas (documentos que dão melhores condutas aos profissionais de saúde sobre as maneiras de cuidar das pessoas, com base nas pesquisas mais recentes e na opinião de especialistas) recomendam exercícios físicos para melhorar a fadiga relacionada ao câncer. O exercício físico afeta a fadiga relacionada ao câncer influenciando processos biológicos e psicológicos. Entretanto, não está claro quais tipos de exercícios podem ser mais benéficos. Acredita-se que a ioga pode reduzir a fadiga relacionada ao câncer e melhorar a qualidade de vida de pessoas com câncer devido à forma como a ioga combina exercícios físicos/movimentos com controle da respiração, foco mental e consciência corporal. Esta análise é uma de um conjunto de cinco análises que exploram diferentes tipos de exercícios para fadiga relacionada ao câncer.

O que queríamos descobrir?

Queríamos descobrir se a ioga melhora a fadiga relacionada ao câncer e a qualidade de vida em adultos (18 anos ou mais). Também queríamos saber se houve algum evento adverso nos estudos; isto é, eventos indesejados que causaram danos aos participantes.

Investigamos os efeitos da ioga em curto prazo (até 12 semanas após fazer sessões de ioga), médio prazo (entre 12 semanas e 6 meses após) e longo prazo (mais de 6 meses após fazer sessões de ioga).

O que nós fizemos?
Buscamos estudos que comparassem ioga com nenhuma prática de ioga em adultos com qualquer tipo de câncer. Incluímos ioga praticada antes, durante ou depois do início do tratamento para o câncer. Incluímos vários tipos de Ioga, incluindo Hatha (yoga suave e lenta, com foco em posturas básicas e respiração) e Dru yoga (um estilo fluido que inclui movimentos, respiração e relaxamento).

Comparamos e resumimos os resultados dos estudos. Além disso, classificamos a certeza da evidência com base em fatores como o número de participantes e a qualidade dos métodos usados nos estudos. Além disso, exploramos se o tipo de ioga, o tipo de câncer, o formato do exercício (ioga individual ou em grupo; supervisionado ou não supervisionado) e a idade do participante fizeram alguma diferença nos resultados.

O que encontramos?
Encontramos 21 estudos envolvendo 2.041 participantes. A maioria eram mulheres com câncer de mama. A ioga foi iniciada durante o tratamento para o câncer em 13 estudos e depois do tratamento em oito estudos. Não encontramos nenhum estudo em que os participantes praticassem ioga antes do tratamento para o câncer.

Ioga durante o tratamento para o câncer

Não está claro se a ioga durante o tratamento para o câncer tem efeito na fadiga relacionada ao câncer a curto, médio ou longo prazo, em comparação com a ausência de ioga.

A ioga durante o tratamento para o câncer pode melhorar a qualidade de vida a curto e médio prazo em comparação à ausência de ioga, mas estamos muito incertos sobre os resultados. Nenhum dos estudos avaliou a qualidade de vida a longo prazo.

Não sabemos se praticar ioga ou não durante o tratamento para o câncer leva a eventos adversos. Apenas um estudo relatou esse desfecho, o que significa que a evidência era fraca/limitada.

Não encontramos diferenças nos efeitos de diferentes tipos de ioga, treinamento em grupo e individual, ou treinamento supervisionado e não supervisionado.

Ioga após o tratamento do câncer

A ioga após o tratamento para o câncer provavelmente reduz a fadiga de curto prazo relacionada ao câncer em comparação à ausência de ioga. Não sabemos se a ioga após o tratamento para o câncer reduz a fadiga relacionada ao câncer a médio prazo. Nenhum dos estudos mediu a fadiga relacionada ao câncer a longo prazo.

A ioga após o tratamento para o câncer pode melhorar um pouco a qualidade de vida a curto e médio prazo, mas estamos muito incertos sobre os resultados. Nenhum dos estudos avaliou a qualidade de vida a longo prazo.

Não sabemos se praticar ioga após o tratamento para o câncer causa algum evento adverso .

Não encontramos diferenças nos efeitos de diferentes tipos de ioga, tipos de câncer ou entre faixas etárias.

Quais são as limitações das evidências?

As pessoas nos estudos estavam cientes de qual tratamento estavam recebendo – ioga ou nenhuma prática de ioga. Embora isso seja inevitável para esse tipo de pesquisa, isso pode ter influenciado os resultados. Para alguns efeitos (por exemplo, efeitos de médio e longo prazo), não encontramos estudos grandes o suficiente para termos certeza sobre nossos resultados. Portanto, mais pesquisas são necessárias para entender o quão sustentáveis são os efeitos da ioga na fadiga relacionada ao câncer, na qualidade de vida e nos eventos adversos.

Quão atual é essa evidência?
Estas evidências estão atualizadas até outubro de 2023.

Messer S, Oeser A, Wagner C, Wender A, Cryns N, Scherer RW, Mishra SI, Monsef I, Holtkamp U, Andreas M, Bröckelmann PJ, Ernst M, Skoetz N

As redes de hospitais dedicados ao trauma e os hospitais de trauma melhoram os desfechos para pessoas com lesões traumáticas?

4 months ago
Mensagens principais
  • Devido à falta de evidências robustas, não conseguimos determinar os benefícios e efeitos indesejados das redes hospitalares (sistemas de trauma organizados) ou hospitais individuais (centros designados ao trauma) especializados no atendimento de pessoas com lesões traumáticas.

  • Esta pesquisa exige melhorias na concepção de estudos e na divulgação de medidas importantes, como morte e sobrevivência, efeitos indesejados, uso ou acesso a serviços de atendimento a traumas, qualidade do atendimento prestado, prestação de atendimento a todos que precisam e informação a todos sobre o atendimento disponível.

O que são sistemas de trauma organizados, centros de trauma designados e cuidados habituais?

Um sistema organizado de trauma é um serviço completo projetado para fornecer cuidados a pessoas feridas (por exemplo, em acidentes de trânsito, armas e queimaduras). Abrange atendimento de emergência e cuidado inicial no local do ferimento, transporte para o hospital, determinação para qual hospital cada paciente será levado e cuidados além da internação hospitalar. Os sistemas de trauma também incluem recuperação de custos, treinamento no exterior, pesquisa e prevenção de lesões. Centros de trauma são hospitais dedicados ao tratamento de pessoas com lesões traumáticas e fazem parte de uma rede de sistemas de trauma em uma localização geográfica específica.

Foi relatado que sistemas e centros de trauma oferecem uma abordagem econômica para gerenciar pessoas com lesões traumáticas em países com alto padrão de vida. Avaliar sua efetividade por meio de pesquisas bem elaboradas é particularmente importante porque isso respaldaria seu uso em ambientes com recursos limitados (pobres), onde a carga de lesões é maior.

O atendimento usual refere-se a hospitais gerais e sistemas de saúde que não são especificamente dedicados ao tratamento de pessoas com lesões traumáticas. Em regiões ou localizações geográficas onde os sistemas de trauma não foram estabelecidos, o tratamento usual é normalmente a abordagem padrão.

O que queríamos descobrir?

Queríamos descobrir se os sistemas de trauma organizados e os centros de trauma são:

  • melhores no cuidado do que o habitual para evitar mortes e melhorar a recuperação de uma pessoa;

  • associado a efeitos indesejados.

Queríamos especificamente descobrir seu impacto em:

  • efeitos indesejados relacionados à assistência médica

  • uso e acesso aos cuidados de saúde

  • qualidade do atendimento prestado

  • se os cuidados foram prestados a todos os que deles necessitavam e

  • se as pessoas sabiam quais cuidados estavam disponíveis.

O que nós fizemos?

Buscamos estudos que investigassem o efeito de sistemas de trauma organizados e centros de trauma designados em comparação ao tratamento usual. Estávamos interessados em mortes, efeitos indesejados, uso ou acesso a serviços de atendimento a traumas, na qualidade do atendimento fornecido, em fornecer atendimento a todos que precisam e em informar a todos sobre o atendimento disponível.

Comparamos e resumimos os resultados dos estudos e classificamos nossa confiança nas evidência com base em fatores como métodos de estudo e quão precisos e confiáveis foram os resultados.

O que encontramos?

Encontramos quatro estudos envolvendo 157.111 pessoas que avaliaram a eficácia de sistemas de trauma organizados ou centros de trauma designados. Entretanto, nenhum desses estudos foi conduzido em países com recursos limitados.

Não estamos confiantes nas evidências porque:

  • não houveram estudos suficientes para tirar conclusões sólidas;

  • as evidências não abordavam de forma abrangente tudo o que nos interessava;

  • alguns estudos não relataram dados sobre o que nos interessava;

  • os estudos variaram em termos das populações estudadas e dos métodos de prestação de cuidados.

Quais são as limitações das evidências?

Nossa confiança nas evidência é muito baixa, e os resultados de pesquisas futuras podem ser diferentes dos resultados desta revisão. Os estudos não foram bem elaborados, os resultados foram muito inconsistentes entre os diferentes estudos e eles não relataram tudo o que nos interessava.

Até quando essas evidências estão atualizadas?

As evidências estão atualizadas até 16 de dezembro de 2023.

Mwandri M, Stewart B, Hardcastle TC, Hudson J, Rubiano AM, Gruen RL, Puyana JC, O'Connor D, Metcalfe D

Quão eficazes e seguras são as intervenções para proteger a capacidade de engravidar em mulheres que recebem quimioterapia para tratar o câncer?

4 months ago
Mensagens principais

• Em mulheres com câncer de mama, a interrupção temporária da função dos ovários por meio de terapia hormonal pode resultar em uma redução da insuficiência ovariana causada pela quimioterapia. Isso significa que o tratamento pode manter os ovários funcionando corretamente, mas nossa certeza nessa evidência é baixa.

• Não podemos chegar a conclusões sobre qual método usar para preservar a fertilidade (a capacidade de engravidar) em mulheres na pré-menopausa com câncer de mama tratadas com quimioterapia.

• Mais pesquisas sobre esse tópico são necessárias.

O que é preservação da fertilidade e por que ela é importante?

Mulheres com câncer geralmente são tratadas com quimioterapia. A quimioterapia pode prejudicar os ovários, reduzindo a fertilidade ou causando infertilidade. Para mulheres com câncer, preservar a fertilidade (sua capacidade de engravidar) é importante para seus planos familiares futuros. Dois métodos são comumente usados.

1. Estimulação dos ovários e uso de medicamentos para protegê-los, seguido de congelamento de óvulos ou embriões para uso posterior (hiperestimulação ovariana controlada com gonadotrofinas e um agente protetor)

2. Interrupção temporária do funcionamento dos ovários por meio de terapia hormonal (supressão ovariana com agonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (agonistas do GnRH)).

O que queríamos descobrir?

Queríamos descobrir os efeitos dos dois principais métodos usados para preservar a fertilidade em mulheres com câncer, incluindo se eles estavam associados a quaisquer efeitos indesejados. Como o câncer de mama é o câncer mais comum em mulheres no mundo todo, ele é o foco principal desta revisão.

O que fizemos?

Buscamos estudos que analisaram mulheres na pré-menopausa (mulheres com menstruação regular) com câncer sendo tratadas com quimioterapia.

Investigamos estudos para três comparações diferentes.

Comparação 1: estimulação dos ovários e uso de medicamentos para protegê-los e, em seguida, congelamento de óvulos ou embriões para uso posterior versus placebo, tratamento usual, nenhum tratamento ou outro agente protetor.

Comparação 2: interrupção temporária do funcionamento dos ovários por meio de terapia hormonal versus placebo, tratamento usual, nenhum tratamento ou outra terapia hormonal.

Comparação 3: estimular os ovários e usar medicamentos para protegê-los e, em seguida, congelar óvulos ou embriões para uso posterior versus interromper temporariamente o funcionamento dos ovários por meio de terapia hormonal.

Comparamos e resumimos os resultados dos estudos. Além disso, classificamos a certeza da evidência com base em fatores como o número de participantes e a qualidade dos métodos usados nos estudos.

O que nós encontramos?

Encontramos 23 estudos; dois estudos para a comparação 1 e 23 estudos para a comparação 2. Não encontramos estudos para comparação 3.

Os estudos envolveram 2.647 mulheres na pré-menopausa com câncer tratadas com quimioterapia; 2.366 mulheres tinham câncer de mama e 311 mulheres tinham outros tipos de câncer.

Comparação 1

Temos muitas dúvidas sobre o efeito da estimulação dos ovários e do uso de medicamentos para protegê-los no número de ovócitos recuperados em pacientes com câncer de mama. Dois estudos compararam dois medicamentos protetores diferentes (letrozol versus tamoxifeno) e descobriram que provavelmente não há diferença entre eles em termos do número de óvulos obtidos.

Não encontramos evidência sobre os efeitos da estimulação dos ovários e do uso de medicamentos para protegê-los em nossos outros desfechos de interesse (por exemplo, falência ovariana, nascidos vivos, sobrevivência e eventos adversos).

Comparação 2.

Em mulheres com câncer de mama, interromper temporariamente a função dos ovários usando terapia hormonal pode resultar em uma grande redução da insuficiência ovariana. Isso significa que o tratamento pode manter os ovários funcionando corretamente.

A interrupção temporária da função ovariana por meio de terapia hormonal pode fazer pouca ou nenhuma diferença na sobrevivência livre da doença (sem sinais ou sintomas de câncer de mama) ou na sobrevida global ao longo de 10 anos em mulheres com câncer de mama. O efeito sobre a taxa de nascidos vivos em mulheres com câncer de mama é muito incerto.

Também temos muitas dúvidas sobre o efeito da interrupção temporária da função ovariana usando terapia hormonal em eventos adversos relacionados à gravidez, incluindo aborto induzido, aborto espontâneo, parto prematuro, complicações no parto e interrupção eletiva.

As mulheres nos estudos apresentaram eventos adversos relacionados à quimioterapia (por exemplo, fadiga, náusea, leucopenia (risco aumentado de infecção devido à baixa contagem de glóbulos brancos) e eventos adversos não relacionados à gravidez (por exemplo, suor, ondas de calor, dor de cabeça). A interrupção temporária da função ovariana por meio de terapia hormonal provavelmente aumentou os eventos adversos não relacionados à gravidez.

Comparação 3.

Não encontramos nenhuma evidência para essa comparação.

Mulheres com outros tipos de câncer além do câncer de mama

Para mulheres com outros tipos de câncer, não é possível tirar nenhuma conclusão porque temos pouca certeza sobre as evidência.

Quais são as limitações das evidências?

Para a comparação 1, temos moderada a pequena confiança nas evidências porque não houveram estudos suficientes e os estudos foram muito pequenos.

Para a comparação 2, não estamos nada confiantes nas evidências para mulheres com câncer de mama porque os estudos foram muito pequenos e houveram apenas alguns casos de gravidez e nascimentos. Além disso, alguns estudos não forneceram informações sobre tudo o que nos interessava, e alguns estudos foram interrompidos antes do planejado.

Até quando as evidências incluídas estão atualizadas?

As evidências estão atualizadas até Novembro de 2023.

Weterings MAJ, Glanville E, van Eekelen R, Farquhar C

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